domingo, 13 de agosto de 2017

Pai é mais que uma palavra ou condição biológica. Pai é referência, é assistência, é afeto, limite, aconchego e mão dada para independência. Tem mãe que é pai. Tio que é pai. Irmã ou irmão que é pai. Amigo que é pai. Porque pai é ombro largo, é espinha ereta, palavra certeira, ainda que não esteja certa. Pai é o que te adoça e às vezes amarga. Que te amarrota e depois deixa passada e pronta pra se vestir da vida. Pode ser saudade, bondade, jamais crueldade. Há pai que vence, que luta, que foge, que bate e que apanha. Há pai que morre por descuido e sobrevive dentro por teimosia. Pai mulato, preto, branco, asiático, falante ou calado. Pai é multifacetado. É visto de maneiras diversas e pode ser representado, porque pai é doação, ação, transmutação, intermédio, remédio. Pai é tentativa. Pode ser mulher, filha, prima, sogra, tia, avó, porque pai é aliança. Pai é aquele que sobrevive à vida que teve, pelo bem do filho cuja importância reverencia. Pai não morre. Pai desabita fora porque vive dentro.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, bebê e barba

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